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ENTREVISTA Brasília, 11 de outubro de 2017

ENTREVISTA - Ana Martha Novaes, de Louveira: "Aprendi cedo a trabalhar pelo bem do coletivo"

Ana Martha se destaca por ser uma dirigente comprometida e cheia de ideias em prol dos Servidores

A entrevistada de hoje é uma Servidora de muita garra, com qualidades únicas, batalhadora e é a atual presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Louveira (Sindlouv), cidade localizada no interior do Estado de São Paulo. Conversamos com companheira Ana Martha Novaes, que apesar de todas as dificuldades busca melhorar as condições de trabalho do funcionalismo local.

De uma família de dez filhos, Ana é a sexta e ajudou a cuidar dos quatro irmãos mais novos. Ela garante que foi nessa fase que aprendeu a respeitar as diferenças, a repartir e trabalhar pelo coletivo, a desenvolver a vontade de lutar pelo outro, defender pessoas e esclarecer direitos. Um dos seus principais desafios é conscientizar o Servidor da importância de se filiar à entidade e fortalecer a luta.

CONFIRA A ENTREVISTA COMPLETA A SEGUIR

Ana Martha Novaes, presidente do Sindicato
dos Servidores de Louveira (Sindlouv) luta
rigorosamente para conscientizar a categoria
1) Em que trabalhou antes de ser Servidora? Conte sua trajetória.
Comecei a trabalhar ainda cedo, na verdade era criança. Ajudava meus pais
na plantação de uva, produção típica
de nossa região. Em época de colheita, acordávamos de madrugada, porque a melhor uva é aquela colhida cedo, ainda molhada do frescor da madrugada.
Gostava disso. Mas nunca abandonei
os estudos, mesmo trabalhando. Com
o passar dos anos, fui trabalhar em um frigorífico, depois supermercado, escritório e loja. Deste último emprego mantenho boas amizades até os dias atuais.

2) Em que momento entrou para o serviço público municipal?
Depois da loja, entrei na Prefeitura, onde
já estou há 25 anos. Comecei na Secretaria de Cultura, depois fui para a Divisão de Trânsito, uma área que nasceu na minha mão, pois pertencia ao Governo do Estado e quando foi para o âmbito municipal fiquei responsável. Não tínhamos nada, nem cadeira. O computador que eu usava era o meu pessoal. Mas com empenho fiz nascer essa divisão e a organizei.

Em 2013 me transferiram para o Departamento de Água e Esgoto, fiquei lá por um ano. Novamente, enfrentei dificuldades estruturais para trabalhar dignamente. Até bebedouro faltava. O único que tinha era para 50 pessoas, um absurdo. Fiz todas as requisições, consegui o que era preciso e até hoje o pessoal deste departamento me agradece. Após isso, fui transferida para o Fórum de Louveira, onde ainda estou à espera da minha aposentadoria, que já entrei com o pedido e aguardo ansiosa. Gostaria de me dedicar exclusivamente ao Sindicato dos Servidores de Louveira.


Apesar das dificuldades a companheira é uma mulher que não deixa se abalar com as adversidades

3) Quando iniciou a sua história participativa com o sindicalismo?
Quando estava no Departamento de Trânsito, notava que as pessoas ficavam doentes. Era muito estressante. Alguns trabalhavam tristes, passavam a ter depressão e infelizmente até câncer. Em decorrência disto vi muitas pessoas morrerem. O trabalho não poderia ser assim, não aceitava isso. Começei a
reparar nas perseguições e percebia que a cada mudança de gestão da Prefeitura
a situação não mudava. Até colocavam pessoas para nos vigiar diariamente.

Cheguei a ficar no Departamento de Divisão de Trânsito seis meses sem direito a água e computador. Isso não era justo! Comecei a exigir direitos, pedir materiais que nos faltavam, solicitar convênio e enfrentar situações como assédio moral.
Foi ali que percebi que se ficássemos quietos diante dessa situação os superiores continuariam a nos pisar sem dó. Merecíamos e merecemos mais respeito!

4) Diante dessas situações como entrou no Sindicato de Louveira?
Em 2013, indignada com a situação que vivíamos, comecei a pesquisar sobre o Sindicato. Constatei que a entidade só tinha nome registrado e ainda era junto com uma associação. Foi neste momento que conheci o presidente da Confederação Aires, que nos ajudou no processo de oficializar a instituição. O Aires ainda nos deu a direção e contribuiu com a documentação para registro em cartório e afins.

5) Enfrentou muitas dificuldades desde que assumiu o Sindlouv?
No início não tínhamos nada. O Sindicato só funcionava no papel desde 2009, mas não existia. Em 2014, quando fui atrás de regularizar a situação e saber o que podíamos fazer, aí sim começamos os trabalhos. Fomos até a Câmara Municipal, fizemos reuniões e quando tentaram impedir a atuação da entidade realizamos uma manifestação até debaixo de chuva, com o total apoio da Fesspmesp. Ainda não nos liberaram do trabalho porque aqui em Louveira tudo é muito demorado, temos que colocar um tijolo de cada vez para formar uma base forte para a categoria.


Sindlouv nasceu com a Ana Martha que desejava fazer a diferença e dar fim ao constante assédio moral

6) Cite alguns avanços e conquistas nos últimos anos.
O Sindicato nasceu da minha revolta pelo que sofríamos. Ao me engajar na luta e deixar claro aos colegas que não buscava benefício próprio, mas o direito de todos, aos poucos vamos conquistando mais companheiros para a luta. Hoje temos como associados, funcionários de quase todas as Secretarias do município. Nosso advogado também já atende, inclusive já impetramos causas trabalhistas.

7) Como você avalia os trabalhos realizados pela nossa Confederação?
O presidente Aires Ribeiro, nos ajudou muito com a formação de nosso Sindicato e ainda coopera demais, só tenho a agradecer o apoio e ressaltar minha admiração no trabalho da entidade. Nossa meta como dirigente sindical é lutar não apenas pelas causas de Louveira, mas de âmbito nacional. A CSPM é um excelente instrumento político e reforça nossos posicionamentos. Estamos juntos na batalha!

8) Deixe uma mensagem para os dirigentes filiados à CSPM.
Aprendi desde cedo na vida, que devemos trabalhar pelo bem do coletivo. Convido a todos os líderes sindicais a se juntarem a nós na luta por mais direitos e contra o retrocesso proposto pelo atual Governo. Temos a missão de protagonizar uma grande revolução em prol da categoria. Não podemos ficar omissos. Vamos assegurar que o País se desenvolva por meio das mãos do funcionalismo.

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Trabalhar em prol do coletivo é a maior qualidade da dirigente que se orgulha da sua história de vida
 
 
 
 
 

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